🏛️ BRASÍLIA/RIO: Uma Missa relembra os 8 anos do assassinato de Marielle e Anderson neste sábado (14), mas, pela primeira vez, com um sentimento diferente: o de justiça. A família se reuniu no Rio de Janeiro para homenagear as vítimas após a condenação dos mandantes do crime que chocou o país.
Uma Homenagem Marcada pela Justiça Recente
A cerimônia aconteceu na Igreja Nossa Senhora do Parto, no coração do Rio de Janeiro, e juntou familiares, amigos e apoiadores. O clima era de saudade, claro, mas também de um alívio que demorou oito longos anos para chegar. Essa não foi apenas mais uma missa de aniversário da tragédia; foi um ato que celebrou a vitória nos tribunais, um capítulo que muitos duvidavam que seria escrito. A condenação dos irmãos Brazão e de outros envolvidos, decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudou o tom da lembrança, transformando a dor pura em uma dor com esperança de que a impunidade não venceu.
Durante a missa, a emoção tomou conta de todos os presentes. Antonio Francisco da Silva Neto, pai de Marielle, falou sobre a dor que nunca imaginou sentir, mas fez questão de agradecer a todos que apoiaram a família nessa jornada incansável. “Tivemos uma grande vitória que foi a condenação dos mandantes. Eles não esperavam que isso ia acontecer com eles um dia”, desabafou. Marinete da Silva, mãe da vereadora, reforçou que o legado da filha floresce e que a luta continua. “A gente segue a lutar por mais justiça por Marielle e por todas as mulheres que foram vitimadas país afora”, disse ela, mostrando uma força que inspira o Brasil.

A irmã de Marielle e atual Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também compartilhou uma memória dolorosa e forte, revelando que serviu de modelo para a estátua da irmã erguida no centro do Rio. “Nunca na minha vida imaginei que eu serviria de modelo para o corpo de minha irmã para uma homenagem como essa. Nenhuma família deveria passar por isso”, afirmou, emocionada.
Entenda o Caso: Quem Eram Marielle e Anderson
Para quem não se lembra ou não acompanhou de perto, Marielle Franco era uma força da natureza. Vereadora pelo PSOL no Rio de Janeiro, socióloga, feminista, negra, cria da Maré, ela era uma voz potente na defesa dos direitos humanos, das mulheres, da população negra e LGBTQIA+. Sua atuação na Câmara incomodava muita gente poderosa, denunciando a violência policial e a atuação de milícias. Anderson Gomes era seu motorista, um trabalhador dedicado que estava com ela naquela noite fatídica de 14 de março de 2018. Ambos foram brutalmente executados em uma emboscada no bairro do Estácio, no centro do Rio, um crime que chocou o Brasil e o mundo e se tornou um símbolo da violência política e da luta por justiça.
A Condenação dos Mandantes: Um Marco na Justiça Brasileira
A justiça, que parecia tardar, finalmente chegou em fevereiro deste ano. O STF, em uma decisão unânime, condenou os mandantes do crime que abalou a república. Foram considerados culpados o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ), Domingos Brazão, e seu irmão, o então deputado federal Chiquinho Brazão. Junto com eles, foram condenados o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que teria atuado para obstruir as investigações; o major da PM Ronald Alves de Paula; e o ex-policial Robson Calixto. A condenação foi um marco, mostrando que a pressão da sociedade e o trabalho investigativo, mesmo com todas as dificuldades e tentativas de desvio, podem levar poderosos ao banco dos réus. A decisão do [LINK_INTERNO: “Supremo Tribunal Federal no caso Marielle”] foi vista como uma resposta do Estado contra o crime organizado.
O Legado Continua: O Que Vem por Aí
O assassinato de Marielle e Anderson não silenciou sua luta; pelo contrário, a multiplicou. Hoje, o “legado de Marielle” é uma bandeira erguida por milhares de pessoas em todo o mundo. Para celebrar essa memória viva, foi inaugurada neste sábado a exposição “Mulher Raça – O Legado de Marielle Franco”, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio. A trajetória da vereadora continua a inspirar novas lideranças políticas, especialmente mulheres negras, a ocuparem espaços de poder. A luta da família, liderada por figuras como [LINK_INTERNO: “a ministra Anielle Franco”], se transformou em uma luta coletiva por um Brasil mais justo, onde defender direitos humanos não seja uma sentença de morte.
👉 O caso Marielle e Anderson teve um desfecho justo? O que essa condenação representa para o Brasil? Deixe sua opinião nos comentários!
📰 Fonte: www.poder360.com.br
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com Marielle Franco e Anderson Gomes?
A vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em uma emboscada a tiros em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro.
Quem foram os condenados pela morte de Marielle?
O STF condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes, além do ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa e outros cúmplices no crime.
Quando foi o assassinato de Marielle Franco?
O crime ocorreu na noite de 14 de março de 2018. A missa em 2026 marcou os oito anos do assassinato.